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#GirlBossInspire: O novo momento de Fefs e sua paixão!

Em meio a correria de um shooting, em um dos prédios mais antigos e queridos de São Paulo, Edifício Louvre, fizemos um break para conversar com a fotografa mais cool do momento, Fernanda Figueiredo – para os íntimos, Fefs.

Expert em fotografias de lifestyle, ela nos conta que por conta de seu trabalho, vive em escalas, ponte aéreas e aeroportos, mas nem sempre foi assim. Sua trajetória começou com uma semiprofissional Canon T3i e um led de filmar nas noites de Belo Horizonte.

"Eu nunca imaginei traçar esse caminho, já que estava para sair da escola e tinha que "decidir o futuro da minha vida" dentro de alguns meses, que no caso seria a moda."

O dia já estava acabando, e entre um click e outro, batemos um papo superinspirador para saber detalhes sobre sua carreira, momentos mais importantes e dicas valiosas para quem quer seguir a profissão.

GoSuper: Quando você percebeu sua paixão por fotografia?

Fefs: Há 7 anos atrás, resolvi fazer intercâmbio e a maioria dos meus amigos eram Alemãs. Eles tinham câmera "enormes" (vulgo semiprofissional da Canon) - pra mim eram enormes em vista que eu tinha uma Sony compacta - e queria muito me sentir empoderada com uma daquelas também. Resolvi voltar para o Brasil e em uma viajem com meus pais, usei todo o meu dinheiro que havia ganhado para gastar com bobagem em uma Canon T3i.

Comecei a fazer fotos dos meus amigos e os elogios eram dos melhores! Foi assim, o começo de um amor. Já no Brasil, comecei fotografando a banda do meu ex-namorado em Belo Horizonte, MG. Eles faziam shows toda semana e eu ia, amava, e claro, não aguentava ficar à toa na balada escutando toda semana o mesmo repertório. Era meu passa tempo. As pessoas começaram a ver as fotos no Facebook da banda e a me chamar para fotografar baladas em geral. Foi aí que tudo começou. 

 

GoSuper: Sabemos que existem estilos e especializações diferentes nesse universo. Como é o seu?

Fefs: Eu prefiro não me rotular como "fotografa" de algo. O que eu realmente curto e faço, é moda, lifestyle e social, nessa ordem sem tirar ou por. Mas já faz algum tempo que a "Fefs" está sendo rotulada como fotografa de lifestyle e eu não me incomodo com isso. 

GoSuper: Você está vivendo um momento muito bacana da sua vida. O que a Fernanda de hoje espera para esse ano?

Fefs: Primeiramente, MUITA energia boa que está faltando no nosso mundo e em nossas vidas atualmente. Depois disso, gostaria de muitos trabalhos com clientes e pessoas legais para conhecer.

Depois do que vivi na resposta de número 8, eu prefiro não fazer muitas metas e apenas deixar a vida me levar, mas há com certeza uma leve vontade de sair do Brasil e morar no exterior até o meio do ano.

 

GoSuper: Qual sua maior inspiração na hora das fotos?

Fefs: Existem quatro fotógrafos que eu respeito e sempre estou de olho nas fotos deles... Tento ao máximo transmitir em meus clicks o que eu tive a honra de aprender com cada um deles - lembrando: não é copiar, e sim inspirar! Eles são: Victor Takayama, Cesar Ovalle, Raul Aragão e Luiza Ferraz.

 

GoSuper: Que conselho você dá para quem está começando?

Fefs: Contatos. Faça contatos! Não há dica melhor que essa. Converse muito, seja educado sempre e simpático, em qualquer área. Mas preciso dar outras dicas: seja sempre HUMILDE! No começo, aceite sim jobs de graça, é portfolio para você. Lembre-se disso, faça assistência, aprenda com quem te inspira, peça, mande um direct... Não tem erro. Quando se sentir preparado, comece a cobrar e investir em bons materiais (câmera, lente, flash, etc). A Gi, minha assistente desse trabalho, foi assim, um pedido mais velho de Facebook.

 

GoSuper: Fotografia, internet e redes sociais: esses três mundos vivem conectados e nós vivemos conectados a eles – e muito! Você sentiu muita diferença na sua profissão após a explosão online? Como foi essa transição para você?

Fefs: Muito! Eu ainda era do "tempo" - se eu posso falar assim - do Orkut e Facebook. Eu tinha uma página onde eu não conseguir ganhar likes, achava chato ter que lidar com minha página pessoal e "profissional" ao mesmo tempo, ainda mais eu, que tinha vergonha de estar lá - eu odiava fazer álbuns e postar fotos, além de que a qualidade delas caíam, era horrível. 

Com a vinda do Instagram, eu falo que meu mundo/reconhecimento mudou muito. O alcance é muito maior. As pessoas hoje estão mais conectadas, além daquela lupazinha que existe no rodapé do app, que se sua foto é bem "avaliada", aquilo ali é um mar de curtidas e visualizações. Tirando o reconhecimento... Como isso é maravilhoso! 

Um fato muito engraçado e que eu gosto de contar, foi quando eu estava na Peixaria, Vila Madalena, e choveu. Meu cabelo estava péssimo e eu queria muito um grampo de cabelo, em vista que a mesa que estava só tinha homens, então resolvi perguntar para a moça que estava nos atendendo se ela teria um grampo de cabelo para me dar/emprestar e ela me respondeu: "Você é a Fefs né? Eu te sigo no Instagram, te vi entrar, mas fiquei com muita vergonha de falar com você. Adoro suas fotos e te sigo no Instagram". Moral da história: não consegui meu grampo, brincadeira. Então essa frase "Te sigo no Instagram", com certeza mudou a minha e a vida de muitas pessoas!

 

GoSuper: A convite da "I Hate Flash", você cobriu todos os dias do Rock in Rio – e nós acompanhamos tudo pelo seu stories. Como foi essa experiência?

Fefs: Com certeza essa foi e vai ser para sempre minha primeira resposta: Não tenho palavras ou sentimentos para descrever o que foi estar nos sete dias mais intensos, lindos e gratificantes da minha vida, a não ser as lágrimas que realmente enchem meus olhos quando falo de Rock in Rio.

Poder estar lá, vendo tudo acontecer de "camarote", chegar com a cidade vazia e ir embora com ela "vazia" - porque sempre tem os "gatos pingados" que não vão embora rs - todos os dias, chegar em casa as 4/5am e acordar as 8am, tomar banho e café, sair de casa as 9am e chegar no RIR as 11am não tem preço. Eu realmente aprendi muito ali com muitos das pessoas com que eu mais idolatro na fotografia. O IHF me ensina muito até hoje e todos aqueles que fazem parte do time - que aliás, esse ano se não me engano, foram 40 pessoas. Ulala!

 Foi um imenso aprendizado e muito sorriso no rosto, com certeza. Eu só tenho que agradecer e torcer para poder fazer parte desse time daqui dois anos. Aliás, por mim poderia ter RIR todos os anos, rsrs.

GoSuper: Um dos momentos mais importantes foi...

Fefs: Quando cheguei em SP, há dois anos atrás, eu fiz uma promessa para mim mesma que eu não sairia da cidade sem fotografar o Lollapalooza. E que aí sim, depois de conseguir cumprir, eu poderia ir para qualquer parte do mundo feliz e muito realizada.

Já era meu segundo ano em SP e eu comecei a sentir que o meu foco pela fotografia estava sendo deixado de lado, então acabei decidindo voltar a morar em Belo Horizonte. Estava arrasada, iria sair de São Paulo sem ter cumprido minha meta e nem sabia se isso seria possível caso eu me mudasse, mas um mês, antes da minha volta, estava procurando ingresso para o show do The Weekend, quando nos 45 do segundo tempo, recebi uma ligação do "I Hate Flash" me convidando para fazer parte do time deles no Lolla. Imagina a minha felicidade, rsrs Comecei a chorar querendo contar para o mundo que eu estaria lá, e SIM, realizando minha meta!

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